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Sobre o medo

By | Artigo | No Comments

“É disso que você se esconde – o ruído na sua cabeça que te diz que não é boa o suficiente, não está perfeito, que poderia ter sido melhor.” -Seth Godin

Hoje acordei com medo. Medo de não dar certo, de não conseguir, de não ser relevante ou boa o suficiente. Medo de agir. Quando isso acontece eu chamo de “momento vida real”, aquele que a gente enfrenta, sabe? Aquele momento em que tudo parece demais (a palavra em inglês é overwhelming) e quando a sensação te toma de um jeito que a vontade é de parar a montanha russa da vida e pedir para descer. Já passou por isso?
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Pois é. Hoje acordei com medo. E por coincidência – ou não – estou lendo um livro sobre produtividade querendo montar um projeto para aumentar a minha. E olha que esses meus projetos são bons, hein? O último que montei me rendeu 50kg a menos! Enfim, estava lendo esse livro quando me deparo com esse capítulo de Seth Godin.
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Questionado sobre porque trabalhamos duro à curto prazo, mas ainda assim, muitas vezes, não conseguimos atingir nossos objetivos maiores e o que fazer para alinhar os dois, Seth Godin disse:
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“A razão pela qual você pode estar tendo problemas com seu objetivo a longo prazo é quase sempre medo.
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O medo, a resistência, é muito traiçoeiro. Não deixa muitas pistas. Mas alguém que, por exemplo, consegue fazer um curta-metragem que agrada imensamente todo mundo, mas não consegue levantar dinheiro suficiente para fazer um longa, ou uma pessoa que pega freelas aqui e ali e não consegue descobrir como transformar isso no seu trabalho principal – essa pessoa está se prejudicando.
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E essa pessoa se prejudica, porque a alternativa é se colocar no mundo como alguém que sabe o que está fazendo. Ela tem medo que, se fizer isso, será vista como fraude. É incrivelmente difícil se levantar durante uma reunião formal de diretoria, ou uma conferência, ou apenas em frente aos seus colegas e dizer: ‘Eu sei como fazer isso. Aqui está meu trabalho. Levou um ano. Está excelente.’
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Isso é difícil por duas razões: 1) te expõe à críticas, e 2) te coloca no mundo como alguém que sabe o que está fazendo, o que significa que amanhã você também precisa saber o que está fazendo, e você acabou de se inscrever para uma vida inteira de ‘saber o que está fazendo’. É muito mais fácil lamentar e se prejudicar e culpar o cliente, o sistema e a economia.”
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O que eu fiz para lidar com o medo? Fiz algo diferente: agi. Grant Cardone uma vez disse algo que vai ficar marcado comigo para sempre e que, finalmente, estou conseguindo aplicar. Quando a mulher dele comentou que ele parecia não ter medo de nada, ele respondeu mais ou menos assim: “não é verdade. Eu tenho medo constantemente! Mas para mim, o medo é um indicativo de onde devo ir. Eu lido com esse dilema eliminando o fator ‘tempo’ da equação, já que é ele que promove o medo. Quanto mais tempo dedicar ao objeto da minha apreensão, mais ele se torna forte. Portanto ajo antes que ele possa tomar conta de todo meu sistema!”
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E sabe de uma coisa? Em inglês algumas pessoas dizem que FEAR (medo) significa False Events Appearing Real (eventos falsos parecendo reais). E não é que quando olho para trás na minha vida percebo que poucos dos meus “monstruosos” medos se tornaram realidade? Poucos ou nenhum. Medo é, na grande parte, provocado por emoções, que são frutos do nosso foco e atenção.
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Portanto em vez de me paralisar dessa vez, eu agi. Agi com medo mesmo, como fiz bravamente tantas outras vezes na minha vida. E quer saber? Hoje vou dormir em paz.

Sobre a vida

By | Artigo | No Comments

“Vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos.” -John Lennon

Eu era o tipo de pessoa que passava pela vida sem respirar, preocupada com tudo e fazendo mil planos. Hoje eu entendo que viver nesse “futuro incerto” me gerou muita ansiedade e estresse e que, se eu quisesse estar presente na minha própria vida, teria que aprender a lidar com isso.

Esse conceito de estar presente, atento, vivendo o momento era meio esquisito para mim. Não sabia por onde começar. Eu achava tudo mágico, mas estava meio perdida. E enquanto tentava entender, me coloquei em movimento, fui atrás de respostas.

Foi com essa caminhada, essa minha descoberta de mim mesma, onde me vi 50kg mais magra e mais consciente da minha vida, que percebi uma vontade de estar ainda mais presente.

Nas últimas semanas tenho aprendido e praticado, todos os dias, o que é esse conceito de mindfulness, de estar presente, de entender que a vida é o que acontece com a gente quando estamos lá fazendo outros mil planos. E de perceber que não preciso mais usar frases do tipo “quando eu chegar lá, aí sim isso vai melhorar/resolver/mudar minha vida.”

Para mim, a resposta não estava (e não está) no momento em que me percebi 50kg mais magra, as respostas estavam (e estão) na caminhada, no processo, no momento, na presença, nos obstáculos que nos fazem crescer. O crescimento, a transformação e a vida estão na descoberta de mim mesma e nos pequenos passos que dou diariamente.

Não foi melhor só quando cheguei lá, foi bom sempre e ainda bem que vivi isso, que estava presente para esses momentos da minha caminhada onde me descobri e continuo me descobrindo.

Autoconhecimento é um maravilhoso caminho sem volta. Descubra-se!

Sobre agir consistentemente

By | Artigo | No Comments

Na correria da vida muitas vezes não desacelero para perceber meu progresso e minhas conquistas. Marcho em frente com determinação e, às vezes, medo. Algumas vezes só apontando erros, furos e insatisfações da vida no momento presente. Esqueço que só estou aqui por uma série de conquistas e passos que dei – simples e pequenos. Esqueço o tanto que já conquistei e o tanto que ainda tenho para conquistar. Esqueço de reconhecer. Às vezes.

Quando comecei a segunda fase do meu projeto descoberta – o que me ajudou a emagrecer 50 quilos naturalmente – eu pulava corda. Pulava corda mal. Mal mesmo, mal de verdade. Tão mal que não conseguia ficar 15 segundos completos pulando. Eu errava, tropeçava ou cansava – ou todas as três opções ao mesmo tempo.

Alguns dias atrás pulei corda de novo e fiquei surpresa como minha capacidade e resistência tinham melhorado. E, como acontece comigo algumas vezes, comecei a pensar em várias coisas. Quando foi exatamente o dia que meu condicionamento físico melhorou? Quando foi que aprendi a levantar mais peso e aguentar treinos mais puxados? Quando foi o dia exato, a hora exata que eu consegui e soube mais? Quando foi o dia exato que aprendi a pular corda?

Medir o progresso a curto prazo às vezes é meio complicado. Quando vou para a academia e volto para casa, se olho no espelho o que aconteceu? Nada. E no dia seguinte, se fizer a mesma coisa, o que aconteceu? Nada. Então devo pensar que, claramente, isso não traz resultado e as únicas soluções são passar horas na academia para ver se muda alguma coisa ou desistir, certo? Errado.

Se acredito que existe algo que faz sentido ali e me comprometo a fazer o que é preciso para chegar lá, posso até escorregar uma algumas vezes ou tropeçar ao longo do caminho, mas se persistir com consistência começarei a ver os resultados do meu investimento mesmo sem saber exatamente o dia que isso vai acontecer.

“É a prática diária de todas as coisas pequenas, às vezes chatas e monótonas, que importa de verdade.” Simon Sinek

Não é uma questão de intensidade, é uma questão de consistência. Não adiantaria eu pular corda durante 10 horas num dia só. Eu preciso me dedicar por algum tempo até começar a perceber os resultados. Não adiantava eu achar que precisava emagrecer para ir numa festa e ficar uma semana fazendo jejum ou comendo alface. Isso não é sustentável! A festa vai passar, mas se eu construí algo sólido, se acredito que existe algo por trás que faz muito mais sentido para mim, se me descobri e me represento nas coisas que me dedico, aí sim confio. Aí sim a mudança vale a pena, aí sim a construção tem outro significado. Aí sim começo a perceber os resultados.

As grandes conquistas são construídas em pequenos passos. Simples. Todos os dias. Mesmo que algumas ações pareçam não levar à lugar nenhum. Mesmo que não consiga perceber os resultados imediatos, quando sei exatamente onde quero chegar, me planejo e ajo diariamente. E, de repente, como num “passe de mágica”, aqueles 15 segundos de corda viram 1 minuto e eu descubro o quanto caminhei.

Descubra-se!