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Sobre minha história

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*Foto por Laura Fabrini

Sou ser humano e seres humanos são complexos. E de forma complexa, numa conversa de quase uma hora, contei parte da minha história – que ficou eternizada em forma de artigo de uma página inteira no jornal.

De ontem para hoje fiquei tocada com a quantidade de mensagens recebidas. Fiquei feliz e triste. Fiquei apreensiva e esperançosa. Começo a criar um espaço para falar de cuidado, de carinho, de reconhecimento, de amor. De uma jornada profunda de autoconhecimento e ação que geram mudanças sustentáveis. Começamos a criar uma comunidade de pessoas que buscam mais, que vão além, que estão dispostas a entender que emagrecimento é consequência de mente/corpo saudáveis.

E por isso venho aqui hoje contar um pouco sobre o que eu acho que é ter mente/corpo saudáveis. Para mim, não tem a ver com um número na balança, não tem a ver com pele, gordura ou tamanho de roupa. Para mim tem a ver com coragem, com descoberta, com felicidade de morar dentro de você, com profundidade. Emagrecer e manter, se é isto que você busca, é consequência!

Me perguntaram como eu fiz para emagrecer, me pediram ajuda, me contaram histórias. Eu não fiz nada “para emagrecer”, eu fiz para me descobrir, para entender meu relacionamento com comida, para entender meus valores, meus sonhos, meus “traumas”, minhas vontades, meus desesperos, e minha força para me encontrar. Eu não fiz “reeducação alimentar”, eu fiz uma viagem para dentro de mim. Eu me conheci e reconheci e quando isso aconteceu eu me DEScobri.

Passei 20 anos tratando gordura como causa dos meus problemas. Gordura não foi causa de coisa nenhuma na minha vida! Passei 20 anos engordando e emagrecendo achando que meu corpo não colaborava comigo. O que descobri é que a mente faz parte do corpo também e que mente/corpo são um sistema só. Quando parei de querer achar solução mágica para emagrecer e fui cuidar de mim, as coisas começaram a mudar.

Comecei me libertando da prisão que era obedecer regras e padrões ditados pelos outros. Não queria mais escassez. Faltava tudo na minha vida: tempo, felicidade, realização, reconhecimento… faltava tudo e eu ainda queria que faltasse comida?! Tentei 20 anos dessa forma, não funcionou. Quando me libertei de tudo isso – dieta, balança, regras – me libertei também da escassez. Me libertei. Decidi então começar a adicionar e nutrir corpo e mente. Corpo/mente. Corpomente. Um sistema só. Então eu lia muito, pesquisava muito, testava muito e adicionava muitos nutrientes na minha comida.

Passei 2 anos assim: me conhecendo sozinha e vagarosamente. E voltando a cuidar de mim em todos os sentidos. Antes de começar isso, cheguei a pesar quase 110kg. Depois que comecei não pesei mais durante muito tempo – fui descobrir só depois desses 2 anos que tinha emagrecido 25kg nesse período. Nesses 2 anos balança não importava. Minha saúde mental/física importava muito mais. Ao longo desses 2 anos, me formei em Programação Neurolinguística, um título complexo para algo simples. Para mim, a PNL é a ciência do como. Como chegar onde quero chegar, como me descobrir, como adquirir comportamentos melhores e mais respeitosos à mim, como ser feliz. É isso.

Depois de formar em PNL, resolvi montar um projeto para mim com todas as ferramentas que aprendi lá. Para a segunda fase da minha descoberta. E em 6 meses eu emagreci os outros 25kg. Foi rápido porque eu estava preparada corpo/mente. Foi rápido porque eu me conhecia e agia da forma que fazia sentido para mim. Foi rápido porque eu sabia claramente o que queria – e era muito mais que um número na balança! E apesar disso ser apenas um pedaço da minha história, o emagrecimento me deu base para ver que tudo é possível na mudança de comportamento e que se o sonho for profundo e coerente o suficiente, teremos a coragem e disposição de fazer acontecer.

Formei em Coaching, porque queria organizar todas aquelas ferramentas da PNL para ajudar outras pessoas. E tenho uma missão: através de conexão, comprometimento, dedicação, propriedade e leveza quero gerar e experimentar plenitude, felicidade, orgulho, amparo e reconhecimento ajudando os outros. Essa história aí é minha e eu agora posso ajudar pessoas que buscam uma mudança de vida mais profunda, mais sustentável e mais respeitosa. Com abundância e coragem.

Então se você está disposto, vem comigo, porque a sua caminhada vale à pena. Conhecer a sua história, os seus valores e a sua essência te levará à lugares que nunca imaginou.

Do fundo do coração: descubra-se.

Ah, se quiser ler a matéria completa, está aqui.

Sobre o medo

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“É disso que você se esconde – o ruído na sua cabeça que te diz que não é boa o suficiente, não está perfeito, que poderia ter sido melhor.” -Seth Godin

Hoje acordei com medo. Medo de não dar certo, de não conseguir, de não ser relevante ou boa o suficiente. Medo de agir. Quando isso acontece eu chamo de “momento vida real”, aquele que a gente enfrenta, sabe? Aquele momento em que tudo parece demais (a palavra em inglês é overwhelming) e quando a sensação te toma de um jeito que a vontade é de parar a montanha russa da vida e pedir para descer. Já passou por isso?
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Pois é. Hoje acordei com medo. E por coincidência – ou não – estou lendo um livro sobre produtividade querendo montar um projeto para aumentar a minha. E olha que esses meus projetos são bons, hein? O último que montei me rendeu 50kg a menos! Enfim, estava lendo esse livro quando me deparo com esse capítulo de Seth Godin.
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Questionado sobre porque trabalhamos duro à curto prazo, mas ainda assim, muitas vezes, não conseguimos atingir nossos objetivos maiores e o que fazer para alinhar os dois, Seth Godin disse:
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“A razão pela qual você pode estar tendo problemas com seu objetivo a longo prazo é quase sempre medo.
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O medo, a resistência, é muito traiçoeiro. Não deixa muitas pistas. Mas alguém que, por exemplo, consegue fazer um curta-metragem que agrada imensamente todo mundo, mas não consegue levantar dinheiro suficiente para fazer um longa, ou uma pessoa que pega freelas aqui e ali e não consegue descobrir como transformar isso no seu trabalho principal – essa pessoa está se prejudicando.
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E essa pessoa se prejudica, porque a alternativa é se colocar no mundo como alguém que sabe o que está fazendo. Ela tem medo que, se fizer isso, será vista como fraude. É incrivelmente difícil se levantar durante uma reunião formal de diretoria, ou uma conferência, ou apenas em frente aos seus colegas e dizer: ‘Eu sei como fazer isso. Aqui está meu trabalho. Levou um ano. Está excelente.’
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Isso é difícil por duas razões: 1) te expõe à críticas, e 2) te coloca no mundo como alguém que sabe o que está fazendo, o que significa que amanhã você também precisa saber o que está fazendo, e você acabou de se inscrever para uma vida inteira de ‘saber o que está fazendo’. É muito mais fácil lamentar e se prejudicar e culpar o cliente, o sistema e a economia.”
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O que eu fiz para lidar com o medo? Fiz algo diferente: agi. Grant Cardone uma vez disse algo que vai ficar marcado comigo para sempre e que, finalmente, estou conseguindo aplicar. Quando a mulher dele comentou que ele parecia não ter medo de nada, ele respondeu mais ou menos assim: “não é verdade. Eu tenho medo constantemente! Mas para mim, o medo é um indicativo de onde devo ir. Eu lido com esse dilema eliminando o fator ‘tempo’ da equação, já que é ele que promove o medo. Quanto mais tempo dedicar ao objeto da minha apreensão, mais ele se torna forte. Portanto ajo antes que ele possa tomar conta de todo meu sistema!”
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E sabe de uma coisa? Em inglês algumas pessoas dizem que FEAR (medo) significa False Events Appearing Real (eventos falsos parecendo reais). E não é que quando olho para trás na minha vida percebo que poucos dos meus “monstruosos” medos se tornaram realidade? Poucos ou nenhum. Medo é, na grande parte, provocado por emoções, que são frutos do nosso foco e atenção.
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Portanto em vez de me paralisar dessa vez, eu agi. Agi com medo mesmo, como fiz bravamente tantas outras vezes na minha vida. E quer saber? Hoje vou dormir em paz.

Sobre a vida

By | Artigo | No Comments

“Vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos.” -John Lennon

Eu era o tipo de pessoa que passava pela vida sem respirar, preocupada com tudo e fazendo mil planos. Hoje eu entendo que viver nesse “futuro incerto” me gerou muita ansiedade e estresse e que, se eu quisesse estar presente na minha própria vida, teria que aprender a lidar com isso.

Esse conceito de estar presente, atento, vivendo o momento era meio esquisito para mim. Não sabia por onde começar. Eu achava tudo mágico, mas estava meio perdida. E enquanto tentava entender, me coloquei em movimento, fui atrás de respostas.

Foi com essa caminhada, essa minha descoberta de mim mesma, onde me vi 50kg mais magra e mais consciente da minha vida, que percebi uma vontade de estar ainda mais presente.

Nas últimas semanas tenho aprendido e praticado, todos os dias, o que é esse conceito de mindfulness, de estar presente, de entender que a vida é o que acontece com a gente quando estamos lá fazendo outros mil planos. E de perceber que não preciso mais usar frases do tipo “quando eu chegar lá, aí sim isso vai melhorar/resolver/mudar minha vida.”

Para mim, a resposta não estava (e não está) no momento em que me percebi 50kg mais magra, as respostas estavam (e estão) na caminhada, no processo, no momento, na presença, nos obstáculos que nos fazem crescer. O crescimento, a transformação e a vida estão na descoberta de mim mesma e nos pequenos passos que dou diariamente.

Não foi melhor só quando cheguei lá, foi bom sempre e ainda bem que vivi isso, que estava presente para esses momentos da minha caminhada onde me descobri e continuo me descobrindo.

Autoconhecimento é um maravilhoso caminho sem volta. Descubra-se!